So problemas, de todo modo, que no devem surpreender ningum muito menos o PSDB e que devero continuar a aflorar nos prximos meses.
 parte qualquer lgica eleitoral que possa ter, o acordo entre PFL e PSDB, desde que comeou a ser cogitado, acenava com toda sorte de dilemas e dificuldades em funo da grande disparidade entre as duas legendas em termos de ideologia, histria partidria e prtica poltica.
Pois alm das ameaas de rebelio que se disseminaram de imediato em diversos setores do PSDB, a estranha aliana j provocou um novo e embaraoso problema a partir do favoritismo que vinha sendo dado ao nome do deputado Lus Eduardo Magalhes (PFL-BA) entre os cotados para compor, como candidato a vice, a chapa presidencial de Fernando Henrique Cardoso.
Como foi lembrado nos ltimos dias, Lus Eduardo votou contra o impeachment de Fernando Collor.
Assim, se o pacto com uma legenda vinculada s tradies mais deplorveis da vida pblica brasileira j  difcil de justificar, a aceitao de um candidato a vice que defendeu Collor parece quase impossvel.
Ora, o PSDB sempre se pretendeu um partido preocupado com a tica supostamente, sua criao como dissidncia do PMDB deveu-se em boa parte a essa questo.
Afinal, no se pode aliar antigos inimigos e antpodas polticos impunemente.
Assim, o seu possvel recuo agora pareceria dever-se muito mais ao temor do efeito eleitoral de uma divulgao do voto pr-Collor de Lus Eduardo do que a qualquer considerao de ordem tica quanto a esse mesmo voto atitude eleitoreira do tipo que o PSDB costumava condenar.
Outra dificuldade que resta refere-se  escolha de um novo nome do PFL para vice na chapa de FHC.
